segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Os megaeventos esportivos, os abusos públicos e o alerta popular

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     O primeiro grande alerta extra-governamental sobre graves problemas que serão provocados com a realização da Copa do Mundo e Jogos Olímpicos no Brasil acaba de ser divulgado. É o “Dossiê da Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa”
       Trata-se de um relato sintetizando dezenas de reuniões realizadas por representantes de entidades que analisaram os megaeventos esportivos no Brasil, sob o enfoque dos abusos e violações dos direitos humanos. Eles abordam questões como direito à moradia, ao trabalho, meio ambiente, mobilidade urbana, segurança, etc.
         A Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa e Olimpíada fala do “lado obscuro dos megaeventos”, como, por exemplo, 170 mil famílias que estão na iminência de perder o direito à moradia, para dar lugar às monumentais obras da Copa.


         Confira o relatório


Por José da Cruz às 18h48

A grande decisão presidencial

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 Excelente notícia do Palácio do Planalto para este final de ano:
         A presidenta Dilma Rousseff vetou o uso de recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para obras da Copa do Mundo e Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro.
         A proposta, aprovada pelas excelências parlamentares, envolvia verba de R$ 5 bilhões que, com certeza, faria a festa de muita empreiteira e políticos amigos. 

Justificativas
         “Os empreendimentos – Copa e Olimpíada – já possuem linhas de crédito disponíveis para o seu desenvolvimento”, argumentou a presidenta. 

Mais:
         “A proposta desvirtua a prioridade de aplicação do FGTS, que deve continuar focada nos setores previstos na Lei, que demandam elevado volume de recursos e são fundamentais para o desenvolvimento do país”.
         Os setores da saúde e educação, principalmente, agradecem por tanta lucidez presidencial na gestão do bem público.
         São decisões assim que contribuem para que cresça a confiança na Presidenta Dilma, como mostram as pesquisas.
         Enfim, será que vai?

Por José da Cruz às 17h37


Cala a boca, Edson

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Por Caio Maia
 
            Coloquemos a culpa no Edson, esta figura que habita o corpo que um dia foi de Pelé. Edson, agora, é “embaixador” da Copa do Mundo no Brasil, aquela que aconteceria sem dinheiro público. E que acontecerá quase que só com ele, uma boa parte indo parar nos bolsos errados.
            É natural, porém, que Edson se empolgue com a possibilidade e ver no Brasil a competição que Pelé venceu três vezes, e cujo significado e simbolismo conhece tão bem. Se empolgar com a Copa, entretanto, é uma coisa, servir de escudo para Ricardo Teixeira, outra totalmente diversa. Até porque, Edson foi colocado neste papel justamente para que Teixeira parasse de bancar o imperador. Ninguém pediu a ele que defendesse o cartola, nem isso faz qualquer bem à Copa 2014.
            Quando diz que “nada foi provado contra Ricardo Teixeira”, Edson demonstra, além de subserviência, desconhecimento. Não conhece, pelo jeito, o Código Civil, que define como prova:  I – Confissão; II documentos; III – testemunha; IV presunção; V – perícia. Ou seja, há numerosas e abundantes provas contra Ricardo Teixeira, ainda que ele não tenha sido condenado por causa delas.
            Pelo menos, Edson não foi ao extremo de, como Ronaldo, dizer que não se faz Copa com hospital. O que, diga-se, é a mais pura verdade. Nem se faz hospital com Copa, apesar do que se quer fazer crer. Não se faz nada, aliás, com Copa, a não ser dinheiro para a meia dúzia de sempre. Mas teremos Copa, e continuaremos sem hospitais.
            Pelé e Ronaldo, porém, ao parecem preocupados com isso. Fariam bem em pelo menos ficar quietos.
Caio Maia é diretor de Redação da ESPN Revista


sábado, 10 de dezembro de 2011

Minc e Ministério da Educação promovem políticas de cultura no ensino básico

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Os ministérios da Cultura e Educação assinaram na manhã desta quinta-feira um acordo de cooperação técnica sobre políticas de cultura para a educação básica, com vigência até 2014. Com orçamento previsto de R$ 80 milhões para a primeira etapa, em fevereiro de 2012, o plano é integrar programas que já existem em ambas as pastas. Serão lançados três editais pelo MinC: o Mais Cultura nas Escolas, que selecionará projetos que promovam a integração educação e cultura, o Agentes de Leitura, que formará 4 mil jovens entre 18 e 29 anos para percorrer casas de alunos e incentivar a leitura por toda a família, e o Cine Educação, que fará a capacitação de professores, além da distribuição de filmes nacionais nas escolas. Além dos editais, há projetos como o Programa Nacional de Biblioteca Escolar, que distribuirá livros e DVDs sobre arte nas escolas. Outra meta do programa é formar 10 mil professores de arte até 2014. Grande parte do dinheiro para o programa virá do orçamento da Educação, maior do que o da Cultura. 


Delator do esquema dos Esportes é preso com dinheiro na sede do governo do DF

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O policial militar João Dias Ferreira, delator de um esquema de desvios no Ministério do Esporte, foi preso novamente, nesta quinta-feira (8) após ser encontrado com R$ 159 mil na sede do governo de Agnelo Queiroz (PT), ex-chefe da pasta. O policial foi preso em flagrante na quarta(7), na sede do governo do DF, mas foi ser solto no mesmo dia pela Polícia Civil após pagar fiança. A corregedoria da PM, no entanto, decidiu prendê-lo novamente por conta do ataque ao colega de corporação. "Não tem fiança no Código Militar e encaminhamos o policial para o complexo penitenciário, onde ficará preso até a Justiça se manifestar. Decidimos prendê-lo por conta do laudo do IML e do atendimento ao policial atacado, que quebrou o dedo e ficará pelo menos 15 dias engessado", disse à Folha o corregedor da PM, coronel Jahir Lobo. Segundo o advogado do delator, ele recebeu "inúmeras" propostas de pessoas ligadas a Agnelo e, na terça, teria decidido aceitar para poder filmar a entrega do dinheiro. O pagamento seria um "cala-boca" para que o policial não falasse das irregularidades no Ministério do Esporte e os desdobramentos do caso.

Romário quer que governo intervenha na CBF

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Apesar de se tratar uma entidade de direito privado, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), na opinião do deputado federal Romário (PSB-RJ), tem que passar por intervenção do governo Federal. Em entrevista nesta quarta-feira (7) ao Folha de S. Paulo, o ex-atleta afirmou que deve ser atribuição do Planalto nomear um presidente interino para a CBF caso se comprovem as suspeitas de corrupção na entidade. Esse interventor ficaria no cargo, segundo Romário, até 2015, ano da próxima eleição na entidade. "A partir do momento que se comprove, legalmente, que existem coisas que estão totalmente fora da nossa legislação, eu tiraria o presidente da CBF [Ricardo Teixeira] e colocaria... O governo federal colocaria um presidente", sugeriu Romário. A Fifa proíbe a influência de estados nas confederações nacionais de futebol, e já chegou a excluir países da Copa do Mundo devido ao controle estatal.  O presidente da CBF, Ricardo Teixeira, está ameaçado de ser expulso da Fifa se for comprovado que recebeu suborno. Segundo a BBC, empresa jornalística estatal do Reino Unido, Teixeira teria recebido US$ 9,5 milhões em propinas.


Desporto escolar: "O Estado foi omisso", afirma Aldo Rebelo

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, reconheceu publicamente que o Estado foi omisso no planejamento e execução de políticas para o desporto escolar. 
 
            “Temos que nos preocupar com o esporte escolar. O Estado foi omisso nessa área. As escolas do Nordeste, por exemplo, não contam com nenhuma infraestrutura para a prática desportiva. As Olimpíadas nos fazem pensar nessa situação e tentar corrigi-la por meio de uma política definida.”
             A manifestação foi num seminário realizado hoje no Rio de Janeiro, conforme a notícia a seguir.             
            
Ministério do Esporte
Da Assessoria de Imprensa
           
            Rio – O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participou na manhã desta segunda-feira (05.12), no Rio de Janeiro, do 5º Seminário “Rio Cidade Sede – Não é para os atletas que as Olimpíadas já começaram”, realizado pelos jornais O Globo e Extra, no Centro de Convenções da Bolsa de Valores. Sob o tema “O papel do governo federal no orçamento dos Jogos”, o ministro abriu o evento com uma palestra em que detalhou as ações para garantir o sucesso da competição e o legado para a sociedade.

          Segundo o ministro, as Olimpíadas são oportunidade para valorizar o esporte como fundamento do desenvolvimento social e humano. “O principal legado é a permanência, a continuidade. Devemos ampliar os horizontes do esporte e consolidá-lo na mentalidade do povo brasileiro, além de garantir melhorias na infraestrutura da cidade, do estado e do pa ís.”

          Aldo Rebelo destacou as ações do ministério para estruturar e financiar modalidades esportivas, como o Bolsa-Atleta, a Lei de Incentivo ao Esporte e a Lei Agnelo/Piva: “O Bolsa-Atleta é o maior programa do mundo de patrocínio individual de atletas. A presidenta Dilma Rousseff nos orienta para ampliar o alcance, com o objetivo de transformar o Brasil numa potência olímpica”.

Esporte escolar

          O ministro destacou que a participação do poder público nos Jogos Rio 2016 não se limita aos R$ 23,2 bilhões previstos no orçamento da competição, relativos ao planejamento e à execução de obras e serviços. “Temos que nos preocupar com o esporte escolar. O Estado foi omisso nessa área. As escolas do Nordeste, por exemplo, não contam com nenhuma infraestrutura para a prática desportiva. As Olimpíadas nos fazem pensar nessa situação e tentar corrigi-la por meio de uma política definida.”

          De acordo com Rebelo, o sucesso dos Jogos Rio 2016 depende do esforço de cooperação entre município, estado e União: “Para isso foi criada a Autoridade Pública Olímpica (APO), um consórcio diferenciado, que tem a experiência e a inteligência de Márcio Fortes em seu comando”. O ministro ressaltou a importância da medida tomada pela presidenta Dilma no mês passado, que transferiu a coordenação da APO do Ministério do Planejamento para o Esporte. “Após uma fase de estruturação do órgão, é natural que o processo de execução fique a cargo do Ministério do Esporte.”

          Aldo Rebelo apontou como outra importante ação do governo federal a criação da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), no último dia 30 de novembro: “O Brasil demonstra com firmeza que está investindo no esporte limpo”.

Integração
          Aldo Rebelo avaliou o impacto econômico dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos, que extrapola o Rio de Janeiro: “Um estudo da Fundação Instituto de Administração (FIA) aponta efeitos positivos sobre 55 setores da economia, no município, no estado e no país. Estive em Vitória há alguns dias e vi que o Espírito Santo se prepara para também participar das Olimpíadas. Temos já instalados ou em preparação vários centros olímpicos, do Amazonas ao Rio Grande do Sul.”

          Para reforçar a necessidade de integração, o ministro lembrou convênio assinado na semana passada entre o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e o Exército para a preparação de atletas brasileiros visando aos Jogos de 2016: “Temos de aproveitar a cultura, a inteligência e a infraestrutura esportiva das Forças Armadas. O mesmo se aplica às universidades, que atualizam o estado da arte e a prática da educação física”.

Meio ambiente

          Também participaram do seminário desta segunda-feira o diretor de Sustentabilidade dos Jogos Olímpicos Londres 2012, Dan Epstein, o presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), Marcio Fortes, a presidente da Empresa Olímpica Municipal, Maria Sílvia Bastos Marques, e o diretor-geral do Comitê Organizador Rio 2016, Leonardo Gryner.

          Epstein defendeu o investimento em ações de preservação ambiental no planejamento orçamentário das Olimpíadas. Fortes, Maria Síliva e Gryner debateram a “Responsabilidade na construção e gestão do planejamento orçamentário dos Jogos Rio 2012”.

Por José da Cruz às 21h42