segunda-feira, 26 de março de 2012

13º SEMEF e 13ª JORNADA PEDAGÓGICA DO CBCE -BA

CHAMADA ACADÊMICA
VEM AÍ A 13ª EDIÇÃO DO SEMINÁRIO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNEB - SEMEF e 13ª JORNADA PEDAGÓGICA DO CBCE -BA, COM O TEMA: EDUCAÇÃO, SAÚDE E CULTURA CORPORAL: TEMAS, TEMPOS E TELAS
DE 18 A 20 DE MAIO DE 2012
EM ALAGOINHAS -BA
ENVIO DE TRABALHO: DE 09 A 23 DE ABRIL DE 2012
 

quarta-feira, 14 de março de 2012

Esporte pagou quase R$ 5 mi em 2011 por consultoria sobre estatal extinta

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A Fundação Instituto de Administração (FIA), contratada para desenvolver estudos da Brasil 2016, recebeu pagamentos até 4 meses depois de já ter sido decidido que a empresa seria encerrada

29 de janeiro de 2012
Fábio Fabrini e Iuri Dantas, de O Estado de S.Paulo
 
BRASÍLIA - O Ministério do Esporte pagou R$ 4,65 milhões no ano passado, sem licitação, para a Fundação Instituto de Administração (FIA) prestar um serviço curioso de consultoria: ajudar no nascimento de uma estatal que foi extinta antes de funcionar. Criada em agosto de 2010 para tocar projetos da Olimpíada do Rio de Janeiro, a Empresa Brasileira de Legado Esportivo Brasil 2016 só durou um ano, no papel: há cinco meses foi incluída no Plano Nacional de Desestatização (PND), para ser liquidada.

Conforme o Portal da Transparência, caberia à FIA desenvolver estudos para "apoiar a modelagem de gestão da fase inicial de atividades da estatal". O Esporte fez os pagamentos do contrato em dez parcelas. A primeira e mais cara, de R$ 1,1 milhão, foi transferida à fundação em 4 de março do ano passado. Até 4 de agosto, quando o Conselho Nacional de Desestatização recomendou a inclusão da estatal no PND, foram mais quatro repasses, totalizando R$ 2,4 milhões.

Mesmo após a decisão e o anúncio de que a Brasil 2016 será extinta, a FIA recebeu mais R$ 1 milhão em cinco parcelas, as quatro últimas graças a dois aditivos ao contrato, firmado em 2010. Um deles prorrogou o contrato por quatro meses e o outro corrigiu o valor original em R$ 901 mil. Os desembolsos só cessaram em 27 de dezembro, quatro meses e 23 dias depois de iniciado o processo para dissolver a estatal. Segundo o Esporte, a prorrogação foi para cobrir serviços distintos, sem vinculação com os estudos para criar a empresa pública.

A decisão de extinguir a Brasil 2016 foi tomada após tratativas com o Ministério do Planejamento, com a justificativa de que já havia estrutura suficiente para cuidar da Olimpíada do Rio. Criada por decreto em agosto de 2010, a estatal nunca chegou a ter sede ou empregados, embora o conselho administrativo - formado por oito altos funcionários federais, entre eles a ministra Miriam Belchior (Planejamento) e o ex-ministro Orlando Silva (Esporte) - tenha se reunido algumas vezes.

A empresa tampouco levou adiante obras ou serviços. Na prática, produziu apenas um prejuízo contábil de R$ 109 mil, computado no balanço de atividades de 2010, referente aos jetons (remunerações extras por reuniões) pela participação dos conselheiros em encontros para definir o futuro da estatal. O Esporte explica que, embora presentes no balanço, os valores não foram pagos.

"Não há o que relatar-se no que concerne ao desempenho operacional desta empresa, uma vez que não foram realizadas atividades previstas em seu Estatuto Social, em virtude da inexistência de diretoria executiva, bem como de corpo administrativo que propiciasse o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo", assinalou, no balanço, o então ministro Orlando Silva, que presidia o conselho de administração da estatal.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Ricardo Teixeira deixa comando da CBF após 23 anos

REPRODUÇÃO: Bahia Notícias
 
Após anunciar afastamento do comando da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) na última quinta-feira (8), Ricardo Teixeira não está mais à frente da CBF. A informação foi confirmada por uma carta lida na manhã desta segunda (12), no Rio de Janeiro, pelo seu sucessor José Maria Marin. De acordo com o documento, Teixeira afirmou que vai cuidar da saúde e ficar com a família, mas se colocou à disposição para continuar a colaborar com o futebol brasileiro. A renúncia aconteceu após 23 anos à frente da CBF. Além disso, o cartola também deixou o COL (Comitê Organizador Local da Copa-2014). Contudo, mesmo sendo confirmada nesta segunda, a sua saída já era dada como certa por presidentes de confederações estaduais. As informações são da Folha.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Copa do Mundo e Campeonato Candango

REPRODUÇÃO:

Por José da Cruz:

Pelo segundo dia consecutivo acompanhei entrevistas do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para emissoras de televisão. Nos dois programas – terça-feira e ontem – o assunto foi um só: Copa do Mundo.

Pela emoção dos jogos e paixão nacional, o futebol domina o noticiário. Com a Copa chegando, nem se fala. Mas, no caso brasileiro, destaca-se a desordem para receber o grande evento.

Extra campo, apimentando essa interminável confusão, temos o sai-não-sai de Ricardo Teixeira; algo como “intestino entupido” de doente de hospital em vésperas de cirurgia. Trava tudo. Assim é a Copa no Brasil: o governo não fala com a CBF, que não conversa com a Fifa, que espera por decisões das excelências, que não decidem nada.

Inacreditavelmente, ainda se discute se índio terá direito a ingresso, se idoso pagará meia-entrada e se cerveja combina com futebol.

Sob esse enfoque, a gigantesca e prestigiada Copa do Mundo, de investimentos bilionários e parcerias com marcas famosas torna-se um evento menor. Os políticos avacalharam a Copa antes de a bola rolar, comprometem parcerias e diminuem – ainda mais – o prestígio parlamentar.
O ministro Aldo Rebelo deixa seu gabinete, o Congresso Nacional dispensa horas e horas no assunto, como se o país não tivesse graves questões para ocupar o tempo das excelências.

Enquanto isso, na capital da República, alunos têm aula em salas de lata! Outros, nem isso, porque faltam professores. Mas voltemos ao debate sobre cerveja e futebol e, com o devido respeito, índios.

Momento grave

Não é novidade que vivemos um momento de gravidade no esporte. Por mais que as autoridades se entusiasmem com as Copas da Confederação, do Mundo e Olimpíada, temos uma verdadeira desordem institucional, apesar de as instituições estarem todas aí, funcionando e com muito dinheiro, público, claro.

A partir do momento em que o ministro Aldo Rebelo passou a cuidar do assunto Copa – e faz isso com zelo e trabalho assíduo, é verdade  – as demais questões do esporte estão ao largo.

Quem debate sobre esporte e educação? sobre educação física na escola? E como estão as denúncias de corrupção no programa Segundo Tempo? E o que dizer da Bolsa Atleta, que tem portaria nova com prejuízo para centenas de atletas?

Apoios e absurdos

É nesse panorama de dúvidas, indecisões e incertezas que o ministro Aldo Rebelo apóia a construção de estádios que, no dizer do Tribunal de Contas da União – reparem, é o TCU afirmando! – serão “elefantes brancos”.

Nas entrevistas, o ministro zomba da expressão:
“Nem elefantes temos no Brasil…” Um desses elefantes invisíveis está em Brasília. Aqui, sem clubes nas Séries A ou B do Brasileirão, a média de público no Campeonato Candango é de “espetaculares” 556 pagantes… informou o companheiro Walter Guimarães, analisando os borderôs dos jogos já realizados.

Pior: apenas três das 14 partidas realizadas pelo Campeonato Candango tiveram público acima de mil torcedores.

Mas teremos estádio gigantesco para 75 mil pessoas… cinco ou seis jogos da Copa e acabou.
Diz o ministro Aldo Rebelo, que no pós-Copa esses estádios – Brasília, Manaus, Cuiabá etc – serão usados para outros eventos, culturais, inclusive.
O que dizer do Ginásio de Esportes, com capacidade para 25 mil pessoas, que não consegue manter calendário de ocupação mensal? Como dar garantias para um gigante de 75 mil assentos? Quem arcará com as despesas de sua manutenção?
Falei, falei e sai do foco da questão principal.
Voltemos ao assunto: cerveja e ingressos para índios. Segue o debate.