sábado, 3 de setembro de 2011

ORLANDO SILVA é ALVO DE MAIS UMA DENúNCIA

REPRODUÇÃO



Foto: Ascom

Cresce pressão sobre o ministro dos Esportes, o baiano Orlando Silva

O ministro do Esporte, Orlando Silva (PCdoB), voltou a ser manchete na imprensa nacional, nesta quinta-feira (1º). A coleção de denúncias de mau uso do dinheiro público pode custar o cargo de chefe da pasta na “faxina” que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem promovido na alta cúpula do seu governo (ela nega a operação). O mais novo escândalo, que compromete a gestão do comunista baiano, é um convênio feito no valor de R$ 6,2 milhões. Sem licitação, a pasta contratou o Sindicato Nacional das Associações de Futebol Profissional e suas Entidades Estaduais de Administração e Ligas (Sindafebol) para fazer o cadastramento das torcidas organizadas dentro dos preparativos para a Copa de 2014. O contrato foi assinado no dia 31 de dezembro de 2010 e todo o dinheiro liberado, de uma vez só, em 11 de abril deste ano. O projeto, porém, jamais saiu do papel. De acordo com reportagem do Estadão, as empresas que aparecem como responsáveis pelos serviços nunca foram contratadas pela entidade dos cartolas e dirigentes de clubes. Os atestados de capacidade técnica entregues ao governo, por exemplo, foram feitos pelo próprio Sindafebol. Questionado pela reportagem do diário, o presidente da entidade admitiu que não tem estrutura para tocar o convênio. No Congresso, as denúncias serviram para aumentar o coro dos que pedem a instalação da CPI da Corrupção, para apurar todos os possíveis malfeitos cometidos dentro do Executivo federal. O clima não é favorável nem mesmo entre os governistas. O senador Humberto Costa (PT-SP), líder do governo na Casa, afirmou que espera uma explicação do ministro. O discurso foi acompanhado pelo líder do PR na Câmara, deputado Lincoln Portela (MG). Já a Controladoria-Geral da União (CGU) também pediu nesta quinta explicações sobre as acusações.

Ministério do Esporte convoca cartolas e pode suspender convênio de R$ 6 mi

Reprodução


Por Marta Salomon, Rosa Costa e Leandro Colon / BRASÍLIA, estadao.com.br, Atualizado: 1/9/2011 0:35

Ministério do Esporte convoca cartolas e pode suspender convênio de R$ 6 mi




Beto Barata/AE 22/6/2011
"Na mira. Ministro Orlando Silva é  criticado por oposição, que quer convocá-lo para dar explicações no Congresso sobre convênio firmado com sindicato "


O Ministério do Esporte define hoje se romperá o contrato de R$ 6,2 milhões com o Sindicato Nacional das Associações de Futebol (Sindafebol) para realizar o cadastramento das torcidas organizadas no País. Oito meses após a assinatura do convênio milionário, e mais de quatro meses depois da liberação do dinheiro, o cadastramento ainda não saiu do papel, conforme revelou reportagem do Estado publicada ontem.
Em nota divulgada ontem à noite, depois das cobranças por explicações feitas pela Controladoria-Geral da União (CGU) e políticos da oposição, a assessoria do ministro Orlando Silva informou que convocara para hoje reunião com a entidade dirigida por cartolas. A reunião se destina a 'examinar com a entidade a continuidade do convênio e as condições da sua execução'.
Em entrevista ao Estado, o presidente do Sindicato, Mustafá Contursi, informou que a entidade ainda analisa a capacidade operacional do cadastramento. O próprio sindicato havia atestado sua capacidade para tocar o convênio, questão posta em dúvida por parecer jurídico do ministério, datado de 14 de dezembro, duas semanas antes do fechamento do contrato.
A capacidade técnica e operacional da entidade foi avalizada pelo então assessor especial de futebol e atual Secretário Nacional de Futebol, Alcino Reis. O sindicato seria, segundo ele, o 'parceiro ideal' para o cadastramento dos cerca de 500 mil torcedores até março de 2012.
Embora esse cadastramento não tenha saído do papel, e se limite atualmente a um 'teste' da proposta em Curitiba, por técnicos não contratados, o Ministério do Esporte nega, em nota, que o projeto seja 'fantasma'. O ministério também nega relação do projeto com a Copa do Mundo. Mas é um documento assinado por Alcino Reis que faz essa relação. 'O projeto traz em seu contexto que é preciso aproveitar a mobilização nacional para mudar o ambiente social, a cultura e o comportamento que existe em torno do futebol como uma ação de preparação do Brasil para a Copa do Mundo Fifa 2014', diz o texto.
Na nota, o ministério afirma ainda que o contrato não consta da matriz de responsabilidade, documento que reúne obras da Copa do Mundo, contrariando a versão do próprio secretário.
Suspeita. A CGU e os partidos da oposição fizeram ontem cobranças públicas ao ministro sobre o convênio. O ministro da CGU, Jorge Hage, enviou ofício a Orlando Silva solicitando esclarecimentos. Conforme revelou o Estado, as empresas citadas como responsáveis pelos serviços afirmam que nunca foram contratadas pela entidade dos cartolas (leia abaixo).
Segundo a CGU, após a análise da documentação que deve ser enviada pelo ministro do Esporte, o órgão de controle poderá pedir o bloqueio dos recursos ou a suspensão do convênio.
DEM, PPS e PSDB querem convocar o ministro para depor no Congresso. O líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira (SP), vai protocolar também representação na Procuradoria-Geral da República e pedir auditoria especial do Tribunal de Contas da União. 'Há muito dinheiro envolvido e o Ministério do Esporte tem antecedentes de suspeitas de irregularidades em projetos, como o Segundo Tempo.'
'Esse ministro é assim mesmo: promete e não cumpre, e canaliza dinheiro para projetos de fachada. Tenho certeza que chegará ao Senado sem explicações', afirmou o senador Demóstenes Torres (DEM-GO).